terça-feira, setembro 11, 2007

Tomorrow is T - Day

Amanhã é o meu primeiro T-Day do novo ano lectivo - Teaching day. Também podia ser Torture day ou Terminator day...
Bem, numa das minhas últimas viagens na blogoesfera encontrei a seguinte imagem, bastante elucidativa da minha enormíssima vontade de enfrentar o T-Day...



Talvez aplicado ao caso português este cartoon gentilmente "gamado" no blog Bits&Pieces, seja um pouco exagerados, porque por enquanto os alunos portadores de armas ainda não são muitos... Mas chega para chamar a atenção para um fenómeno em crescendo na nossa sociedade - as crianças dominam os adultos e, por seu lado, os adultos-pais elevam os filhos e as suas capacidades a um pedestal quase inatingível.
Eu explico, antes de ser atropelada por uma multidão de pais babados em fúria:
Não sou apologista da violência - sou até muito "peace and love" - mas há certas situações que exigem uma palmada no rabo, um castigo, uma reprimenda.
Hoje em dia muitos são os pais que literalmente "despejam" as crianças na escola. A educação providenciada em casa é mínima, à força de uma vida profissional agitada e preenchida - banho, jantar, chichi, cama.
Não condeno os pais trabalhadores - os meus pais foram sempre trabalhadores e eu nunca tive nenhuma avó que tomasse conta de mim. Condeno sim os pais que relegam a educação dos filhos para a escola, para os ATL, para os professores das actividades extra-curriculares, e que os deixam às 8 da manhã para os virem buscar às 19.30 com a exigência dos trabalhos de casa já virem feitos - e bem!!! Sim, porque não há tempo para certas coisas, mas há sempre um tempinho para dar "uma palavrinha" à professora ou monitora sobre aquilo que pensam que está mal!!!
Dar uma palmada aos miúdos - impensável!!! Impossível! Nada se resolve com violência! Pois sim... eu já vivi situações difíceis, mas ainda estou à espera do dia em que filhos vão bater nos pais e todo e qualquer indivíduo que se oponha à sua real vontade. E no dia em que um aluno me bater... saiam-me da frente, porque não haverá paizinho que me detenha!

Já sei o que muitos pensarão ao ler estas palavras... Ela não tem filhos... Ela é daquelas professoras que nada faz para controlar as crianças...
Não sou mãe mas já trabalho com crianças há muito tempo. Não sou mãe mas sou filha, e de uns pais magníficos que me faltaram com o supérfluo mas nunca me faltaram com carinho e educação. Foram muitas vezes ausentes por força do seu trabalho, mas sempre presentes na minha educação, sempre interessados no meu percurso. Nunca me encheram de presentes quando se sentiam culpados por não me darem a atenção que eu merecia, mas compensavam-me com inesquecíveis momentos em família, de tempo de qualidade.

O problema, hoje em dia, é que muitas vezes as pessoas têm filhos sem estarem verdadeiramente cientes da responsabilidade que é ser MÃE e PAI. E é por isso que muita gente não tem filhos hoje em dia - as pessoas não estão dispostas a abdicar dos seus hábitos pessoais, dos seus vícios, do seu tempo particular, para se dedicarem aos filhos que, verdade seja dita, às vezes são uns chatos!

Por agora nada mais tenho a dizer... a não ser para me baterem devagarinho, porque amanhã não queria ir toda negra para o meu primeiro T-Day!

Beijinhos!

3 comentários:

Sofia disse...

Sei damesiado bem o que sentes e a minha solidariedade neste assunto, e em outros, é, como bem sabes, TOTAL!!!
Uma boa percentagem de fedelhos são pequenos bichos que às vezes temos que esmagar antes que sejamos esmagadas! Por isso, hoje para ti, só festinhas... amanhã já vais levar que chegue.

acaixinhadosmeusbotoes.blogspot.com

DS Gaia disse...

Minha querida amiga, sim não tens filhos, e sim já trabalhas com crianças há uns bons anos para perceberes que os filhos ( muitas das vezes) mandam nos pais. Mas nem tudo é uma verdade absoluta Catarina, tem calma, sorri, porque de certeza absoluta que também passas bons tempos com os teus pestinhas...

blimunda sete luas disse...

Cara Cati,

Conheço bem, muito bem, essa realidade de que falas, estou num ramo da Educação menos "escolar" e mais "institucional", mas muitas das situações que aqui descreves também me confronto com eleas muitas vezes.

Beijinhos.

Off-topic: Tenho vindo a visitar-te, apenas hoje resolvi comentar! ;-)