quinta-feira, maio 03, 2007

Curiosidades (nojentas...) do século XVII

Olá pessoal!
Recebi estas curiosas informações por e-mail (enviado pela minha querida DsGaia - thanks!) e não resiti partilhá-las convosco!!!

Sabiam que...

Até há bem pouco tempo atrás não existiam casas de banho... O que nos deixa a pensar um pouco sobre como seriam os hábitos de higiene dos nossos "antepassados"... Se têm estômago forte, continuem a ler!!!

Na Idade Média, não existiam sanitários, dentífricos ou escovas de dentes, perfumes, desodorizantes, muito menos papel higiénico. (está explicado porque chamam à Idade Média "The Dark Ages"...) As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas, incluindo as nobres janelas de castelos, mansões ou palácios, como o Palácio de Versailles (que, obviamente, também não tem WC...).
Em dia de festa, a cozinha do palácio de Versailles conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene (yummi... até já me está a dar fome...).
Vemos, nos filmes de hoje, as pessoas chiques sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que propositadamente eram feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene). Estão a imaginar!?!?


Também não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e a quase inexistência de água canalizada. O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham empregados para os abanar, para dissipar o mau cheiro que o corpo e boca exalavam, além de, também, espantar os insectos. OK. Se estão enjoados parem de ler, porque isto não melhora...

Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só contemplados, mas "usados" como sanitários nas famosas festas promovidas pela monarquia, porque não existia WC.


Então mas esse pessoal NUNCA TOMAVA BANHO??? Sim... Mas só em Maio, porque o tempo melhorava e já não tinham de passar frio... Os banhos eram tomados por toda a família numa única banheira enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade (MACHISTAS BADALHOCOS!!!), as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebés eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da banheira já estava tão suja que era possível "perder" um bebé lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente, "não despeje o bebé juntamente com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressados.

O telhado das casas não tinha forro e as vigas de madeira que os sustentavam era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a saltarem para o chão. Assim naceu a expressão inglesa "it's raining cats and dogs" (chovem gatos e cães), o equivalente à expressão portuguesa "está a chover a potes".


Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, fazendo com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos de que os hábitos higiénicos da época eram péssimos...). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou whisky. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão", "de rastos" (numa espécie de narcolepsia, induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto e, assim, recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era, então, colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório, que é a vigília junto ao caixão.

Estão chocados?!? Ah... ainda não leram nada... Deixei o melhor para o fim!!!
Em Inglaterra, alguns anos após um cadáver ser enterrado, os caixões eram abertos, os ossos retirados e postos em ossários e o túmulo utilizado para outro cadáver.

Às vezes, ao abrirem os caixões, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo (CHIÇA!!!!).
Surgiu, assim, a ideia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. Assim ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo sino", expressão usada por nós até os dias de hoje.

Como diria o saudoso Fernando Pessa... E ESTA HEM?!?

3 comentários:

DS Gaia disse...

Pois!!! Até dá arrepios!

belizasegredo disse...

que horror isso

Jéssica Jdeys disse...

heuheuhe, estava fazendo um trabalho a respeito da Revolução Francesa, ai vi teu Blogger sobre as curiosidades da Idade Média, gosstei bastante um pouco nojento, mas ainda bem que isso acontecia antes... bjs