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A mostrar mensagens com a etiqueta a loucura das palavras...

Urgente

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U m beijo, agora. R ápido, beija-me, mas demora-te agora… G osto que me satisfaças assim, sem que o esperes E ntrega-te a mim aqui N este instante T enta não pensar, e só saborear E ste beijo que pode não ser de amor (ou que até pode ser…) Um beijo assim, apenas, desejo feito gesto. Urgente . * foto retirada do blog Lontrices

Dias assim

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Em dias assim pergunto-me se vale a pena… …tanta correria. …tanto stress. …tanta solidão forçada. …tanto esforço. …tanto trabalho. …tanto sacrifício. …tanto medo. Em dias assim, a vida parece-me curta demais para me preocupar… …com dinheiro, casa, carro, compras, limpezas, ai que não devo comer isto que engorda, ui que não posso fumar porque mata, contas, preços, crise, dores, espera lá que não posso beber porque faz mal… Em dias assim apetece-me ficar sozinha. Sentada. Apenas a ver esta loucura de vida passar… com vontade de a mandar passear e fazer apenas aquilo que me apetece, porque me apetece e me dá prazer. Em dias assim, quando corpo e alma estão a doer… é quando mais me apetece entregar ao prazer de nada fazer. Porque a vida afinal é tão curta! (e afinal esta frase não é apenas uma frase feita…) * à espera que algo aconteça… ** foto de autor desconhecido @ Olhar Clínico *** BOM FIM DE SEMANA!

Estranho poder

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Quando chegas não tenho saudades do sol. Esqueço-me que existe. Sou terra banhada de ti, da tua luz que me envolve com a força de mil abraços. Transformas-me porque me libertas com a mesma ligeireza com que me amarras. Magoas-me com a mesma facilidade com que me beijas com os teus delicados raios luminosos. Ris-te, zombas de mim e da minha insignificância, mas preenches-me de ternura. Quando chegas, redonda, cheia, magnética, não quero dormir. Quero seguir-te pelo céu, tentar alcançar-te à boleia do vento, talvez até dançar contigo. Amo o bom e o mau que representas, amo a metáfora de vida que és. Enlouqueço com o poder que tens sobre mim... como posso amar o que não consigo entender, e muito menos alcançar? * foto de Carlos Vicente @ http://www.olhares.aeiou.pt/

ÀS VEZES

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Tenho saudades do que já fui. Do que já senti. Tenho medo da pessoa em que me tornei. Não me conheço. Tenho medo de quem serei. Tenho saudades da vida que teria se tivesse seguido aquele outro caminho. Quero ser outra, aquela que escolhi não ser. Sinto-me triste, profundamente triste, mesmo sendo feliz. Sinto-me só, amarguradamente só, mesmo sabendo que nunca mais estarei sozinha. Procuro doçura… e encontro o sal das rotinas, o fel das palavras mal ditas (ou malditas?!) Respiro fundo e o coração treme, apertado, enquanto as lágrimas grossas rolam face abaixo, ansiosas e injustas. Morrem nos lábios, salgam-me os beijos e as palavras. Às vezes. E às vezes é tudo ao contrário.

Um post em L

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Lançou-se para o confortável sofá, atirando com os sapatos para longe . As luzes , a TV, os vizinhos, o vento e os gatos de rua, todos estavam em modo silencioso. Lembrou-se dela, daquela mulher de olhos cinzentos, que num ápice entrara na sua vida, num ápice a virara do avesso, e num ápice se desvanecera na penumbra da vida. Lembrou-se que naquele dia ela fazia anos e imaginou que estaria com o seu novo amor a festejar a data. Desejou que estivesse feliz, teve a certeza que continuava linda , livre e louca . Levantou-se e serviu-se de uma dose de geropiga, que tão bem sabe nesta altura do ano. Degustou o rubro líquido com um estalo de língua , sentiu o calor do álcool apoderar-se do seu corpo cansado, fechou os olhos e teve saudades. Saudades do que com ela viveu, saudades do seu calor, da sua doçura, da sua loucura , mas principalmente teve saudades daquilo que deixou de viver com ela. Levou o copo à boca e bebeu a restante geropiga de um trago. “À tua…” , brindou em silêncio...

Maçã

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O que é ele afinal para ela? A esperança de voltar a provar aquele doce que mais niguém tem. A certeza de ainda ser desejada e desejável e desejar que seja assim, sempre assim, para sempre assim. Ele é a maçã da serpente, apetitosa, (pecaminosa...), pronta a ser devorada. Ela é mulher, louca no pensar, racional no agir... à espera do momento de devorá-la. PS - Tempo de fazer uma pausa na série de posts sobre os 7 Pecados... ainda me faltam 3 e preciso reflectir sobre eles! PS2 - Clarice... mandei-te o som e fiquei toda invejosa... tive de o ouvir aqui também! It's the game of life, you see...

7 Pecados... #4

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GULA   Sentada no banco do autocarro, Luísa mal sentia os solavancos do veículo, o rumor das conversas entre passageiros, o nauseabundo cheiro de tanto suor enlatado. Não tirava os olhos do anúncio dos chocolates, melhor, não tirava os olhos do menino dos chocolates... Perguntava-se interiormente o que saberia melhor... O chocolate? O menino dos chocolates? Ou o menino mergulhado em  chocolate? Toca a campaínha, pára autocarro, a Luísa tem de sair, o fogão e os tachos esperam-na, há jantar para fazer, os meninos têm de tomar banho e o marido deve vir cansado e rezingão... Caminha apressada com a revista debaixo do braço e a mala gingando na outra mão, já com o pensamento no refogado, mas pára no café do Sr. Antunes. Compra um daqueles chocolates... e o resto do caminho é feito a saboreá-lo e a imaginar as chocolatarias que gostaria de fazer com o rezingão do marido, se ele...

7 Pecados... #3

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IRA Olho-me ao espelho e não me conheço. Os olhos encarniçados, esbugalhados, as narinas dilatadas, a boca num esgar de nojo estranho, as veias da testa prestes a explodir, a face molhada pela incessante chuva de lágrimas. Olho-me e os meus olhos chovem mais, muito mais, grito, grito tanto que se parte o espelho, mil pedaços de vidro e alma ensanguentada. Olho-me nos pedaços de vidro ensanguentado que jazem no chão, estranho o silêncio mórbido que se instala. Olho-me e não me conheço. Não sou eu. Quem eu vejo é ira e ódio com uma cara igual à minha. Não sou eu. Na minha mão não cabe uma arma. Da minha boca não podem nascer punhais. Dos meus olhos não pode brotar sangue. Na minha alma não pode morar o ódio e o meu coração não pode ser um monte de pedras angulosas e frias. Não, este não sou eu. Não sou capaz de odiar. Serei? Então... quem sou eu afinal? Em que estranho me transformei? Por que vazio monstro me deixei dominar? Foto de Pedro Pinto , in http://olhares.aeiou.pt/

Carta de Amor

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  Olá. Digo-te olá porque não sei como começar. Sabes que nunca fui bom nestas coisas de escrever... Tu é que gostas, tu é que tens jeito, eu sou um trambolho nestas coisas. Como sabes sempre me esquivei à escrita, sempre que é preciso escrever o que quer que seja, um postal, um bilhete, já sabes, lá vou eu pedir-te... E lembras-te como ficaste zangada quando não consegui sequer escrever-te uma fita quando terminaste o curso? Claro que te lembras, ainda hoje me sarnas a cabeça sempre que olhas para a capa... Hoje, finalmente, cumpro o teu desejo (desejo ou deseijo?! mmm... se estiver mal tu corriges...). Enquanto o faço, tu dormes tranquila na nossa cama... descansas os ombros do peso da pressão que carregas todos os dias, como se disso dependesse a continuidade da raça humana. Antes de adormeceres choraste muito... quem me dera carregar esse peso por ti, quem me dera nunca mais ver lágrimas corre...

Problema de Acentuação

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  Às vezes sinto-me esdrúxula. E-S-D-R-Ú-X-U-L-A. O que é isso de uma pessoa se sentir esdrúxula?!? É assim um misto de dor aguda e sentimento grave ... Uma euforia exclamativa imediatamente seguida de uma dúvida interrogativa - !? É um espanto onomatopeico - aaahhhh! - é uma banalidade declarativa. É um sentir reticente . . . Pois. É isso, sinto-me esdrúxula, o que é tão estranho como a palavra esdrúxula - ou pro paro xíto na ?!? Sinto-me esdrúxula... e isso até podia ser bom, se o acento, que cai sobre mim quando me sinto assim, fosse sinónimo de... ...mas que digo? Ninguém se pode sentir esdrúxulo! E é por isso que sou estranha - tão estranha como a palavra esdrúxula.

Não

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A palavra é pequenina, mas poderosa. Tão poderosa ou mais que a sua antítese, sim. Há dias não. Há séculos que não te vejo. Já não significas nada para mim. Não me disseste a verdade. Não consegui aquele emprego. Não tenho dinheiro. Não... não é isso que quero. Não te esqueci, não me esqueci, não me lembrei. Não quero ser assim... Não te quero ver... Estás bem? Não, não estou bem. Estou muito longe de estar bem. Sim... o não é um poderoso sim. E às vezes, os grandes SIM da nossa vida começam tão simplesmente... ...com um NÃO. E às vezes um não pode ser o SIM que tanta falta fazia. Or the other way around... who knows?

Estranha

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É estranho. Hoje ela sente-se estranha. Estranha a casa, o carro, os objectos. Os lugares de sempre são estranhamente diferentes. Estranha os conhecidos e os desconhecidos. Estranha a vida que corre célere. Estranha o facto de ser apenas isso - uma estranha - quando pensava que era o contrário. Estranho, não é?... E, estranhando, pergunta-se: é isso que sou mesmo? Apenas uma estranha? É capaz... E deve ser por isso que se sente assim... estranha.

Traiçoeiro...

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  O Passado persegue-nos. É quase uma entidade, um ser, com vida própria. Mesmo quando pensamos que está morto e enterrado, ele volta... num gesto, numa recordação, numa foto perdida no fundo de uma gaveta, num sonho inesperado, numa conversa, num piscar de olhos. Lá está ele, o sacana, tão fresco como se fosse o Presente, tão ansioso como se fosse o Futuro. E nem sempre o Passado é um mau diabo. O Passado não é igual para todos, nem tão pouco é o mesmo para cada um de nós. Aliás, temos vários Passados. Aquele que recordamos com saudade... aquele que gostaríamos que nunca tivesse sido Presente... Temos até o Passado que queríamos que se fundisse com o Futuro, como se de amantes se tratassem! Teria a vida alguma graça se assim não fosse? Claro que não. Nunca aprenderíamos com os erros, nunca saberíamos decor as lições que a vida ensina, sem a...

Desconcerto da vida

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  A vida anda. Anda, desanda, gira e torna a girar, sempre, sempre sem parar. Esbocem-se sorrisos, chorem-se lágrimas, ela não pára. Com borboletas na barriga, nós na garganta, sapos engolidos. Com burros dados na água, com cansaço de morte. Com viagens até onde Judas perdeu as botas ou de arraiais assentes no cu de Judas. Pasmados, aborrecidos, emocionados, enfadados, apaixonados, odiados, amados. Parados ou andando, o mundo gira, a vida não pára. A vida feita de beijos trocados e por trocar. A vida feita de fases que são sempre más, ou que pelo menos nunca são tão boas como poderiam ser. A vida vivida num sempre desejar o que não se tem, num sempre querer estar onde não se está, numa constante busca pelo impossível. Amado ou odiado, libertado ou amordaçado, não! A vida não pára. Até que um dia... surpresa! E não é que a vida, que nunca pára, a mesma...

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Como é a visão do amor? Como é o cheiro da amizade? Como é o sabor da alegria? E qual é a textura dos sonhos? Como é o som da luz? Preciso de luz... Porque estou cansada, exausta... ...dos sentidos imersos na escuridão. Preciso de luz... Sinto-me tão... nada. Perguntas a mais? Talvez... Terão respostas? Sei que sim! Mas esqueci-me delas... E se alguém por ventura souber Pode ser que se desate o nó Que trago na garganta Há tempo demais. Sinto-me um tudo ou nada estranha... Um tanto ou quanto só. Mais do que nunca... ...ou talvez como sempre.

Sky... heaven... dream... wish... or desire?

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I had a dream last night. I dreamt that the Earth was over, and all that was left was sky Everybody lived in the sky, I don't know why... The air was good, everything in place, like it should But... strange. Everything was gone Suddenly I saw no one! And I was alone With you... in the sky. We did things that couldn't ever be Secret, forbidden things, you see... I woke up. The sky was high and I... Down Earth below... But I wonder... When will I dream again? When will I be able to fly high... up in the sky... And be what I want to be With no one around to see... ...but you? Maybe if I close my eyes again... Imagem retirada do blog Bocados de Tudo .

Preciso

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Fugir Voar Sair Libertar-me Ser eu Longe! Preciso... Aterrar noutro lugar Ser outro eu Falar Crescer Aprender VIVER! Preciso... De uma vida nova Porque esta não chega Para ser eu e as outras que também sou eu.

The Greatest

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Sem ventos nem marés que me detivessem, convenci-me Um dia, seria a Maior A maior das mulheres? Das filhas? Das irmãs? Das amigas? Das amantes? Não sei... apenas a Maior. A Maior de tudo e de nada. E os anos foram passando por mim... Uns depressa, outros mais devagar... E hoje sinto-me a Menor Num mundo tão maior que as paredes desta casa Que as ruas desta terra Que as cidades deste país Que prendem o pássaro que sou Que não me deixam voar... e ser maior... A MAIOR! Sou pequena... mas às vezes sinto-me A Maior Pois todos nós somos os Maiores Até que a vida nos prova Que é maior do que nós. Estou apaixonada... ...pela música que estão a ouvir. Chama-se "THE GREATEST" , da cantora Cat Power . E antes de mais OBRIGADA CARLOS por me teres feito pesquisar esta canção, esta artista! Sé quiserem ver o vídeo, basta clicarem AQUI . Aproveito também para lembrar que hoje é o DIA MUNDIAL DA POESIA... um bom fim de semana par...

Cabos, fios... vida!

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Hoje fiz algo que nunca tinha feito antes: apliquei conectores RJ-45 num cabo UTP... Fazendo um cabo cruzado T568A e B! Confuso? Não... foi só uma tentativa pomposa de dizer que fiz um cabo que permite ligar um computador a um outro computador... e depois ligar esses computadores a um router... e depois à Internet... e por aí fora! (ok, isto não está muito bem explicado... mas eu estou a aprender!) Embora possa não parecer, não foi nada de especial. Obviamente que os entendidos em informática que possam eventualmente ter descido do mundo dos geeks para perder alguns instantes a ler este post vão rir-se e pensar "coitadinha!!! não pesca nada!", mas isso hoje não me importa. Em oito horas de aula foi mesmo a parte mais interessante, construir um cabo, um aparentemente insignificante cabo, mas que é tão sensível e tão essencial (mesmo que falemos em wireless). Não pude deixar de pensar que, na vida, às vezes as coisas pequenas têm uma grande importância. Vejamos o caso do...

Elogio da Preguiça

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Gosto de preguiçar... Levantar-me da cama para me deitar no sofá... Comer quando tenho fome, tomar um daqueles intermináveis banhos, indecentes mesmo, de levar qualquer ambientalista à loucura dado o gasto astronómico de água potável. Não compreendo porque dão à preguiça uma conotação tão negativa. Não gosta de trabalhar?!? É PREGUIÇOSO!!! Mas porque é que não gostar de trabalhar é uma coisa má? E porque é que ser preguiçoso é mau? Sou uma mulher que gosta de cumprir com as suas obrigações laborais, desde que façam o mesmo comigo. Prazos são sempre cumpridos, trabalhos sempre executados no dia marcado com o máximo zelo e profissionalismo possíveis. Isto parece-me, no entanto, incompatível com a minha verdadeira essência: SOU PREGUIÇOSA! Odeio a velha máxima do deitar cedo e cedo erguer... Adoro deitar-me tarde, levantar-me tarde e passar o tempo a fazer inutilidades, como por exemplo, escrever em blogues ou então dedicar-me ao meu hobbie predilecto: fazer NADA (ex-aeq...